Em 2020… fiz inúmeros textos no Bloco de Notas

Em 2020... fiz inúmeros textos no Bloco de Notas. Com textos reflexivos que vieram de um momento que passei ou algo que eu estava sentindo.

Eu e meu bloco de notas do celular temos uma relação de longa data. Gosto de fazer notas, seja de pautas de conversas, roteiros de viagem, planos de futuras viagens, planos de vida, lista de lugares que quero ir ou mensagens e os meus famosos textões com tudo o que quero dizer para alguém. 

Eu sempre me considerei alguém de poucos sentimentos. Doía e na mesma hora passava. Em 2019 descobri os melhores sentimentos e me entreguei completamente a eles, mergulhei de cabeça porque me foi dada a permissão, liberdade e confiança para mergulhar. 

Em 2020 muita coisa aconteceu comigo (fora momento pandêmico que todos estamos vivendo ok?). Pensando aqui em como eu estava no final do ano passado, sei que aquela Beatriz iria rir de desespero se eu contasse tudo que aconteceu e achar que era mentira.

Em 2o2o perdi e ganhei. Em 2020 tudo mudou da noite para o dia. E doeu, mais que um coração partido, foi realmente ficar sem chão. Senti que nada dali pra frente seria tão bom como era antes. Senti raiva, ódio, desgosto, tristeza, destruição, medo, dor, ansiedade, angustia e saudade. Meu lado ariana intensa nunca esteve tão forte. Em 2020 aprendi a valorizar o que eu tinha e não dava valor, aprendi a assumir saudades, amor, lealdade, medo e cansaço. 

Em 2020 tudo isso foi canalizado por meio das palavras. Escrevi inúmeras mensagens com textão, rascunhos de mensagem no bloco de notas que nunca mandei, uma carta a mão enviada pelo correio, bilhetes com carinho, milhares de palavras tentando recuperar algo que na verdade não dependia nem um pouco de mim. Escrevi, escrevi escrevi. E foi dai que criei a coluna Bloco de Notas aqui! Com textos reflexivos que vieram de um momento que passei ou algo que eu estava sentindo. Teve conversas com pessoas especiais e papos com a doctorzinha – como eu chamo minha terapeuta – que também viraram textos. 

Em 2020 aprendi a cozinhar (isso é total surpreendente, vocês sabem e vocês viram no A la Beatriz), me dediquei como nunca a estudar e aprimorar os meus conhecimentos, nunca escrevi tanto no meu blog, tive ideias a todo vapor. Mudei de emprego em meio ao ano pandêmico e me joguei em um novo desafio porque era o que eu precisava profissionalmente. 

Em 2020, pessoas foram, pessoas vieram e pessoas voltaram para minha vida. Entendi quem faz falta e quem não faz. Conheci o luto, mas conheci minha força e autoamor. Aprendi que é verdade que quando não estamos bem com nós mesm♡s, atraímos algo não tão bom e pessoas que também não estão bem. E atraímos o melhor quando estamos bem e refletimos essa luz. 

Em 2020 aprendi que a gente nunca espera quando vai recomeçar, nem planeja, nem existe regra de etiqueta para isso, nem sabe se está pront♡ e não precisa saber. Só basta ir e confiar que a vida sempre tem o melhor para você. Que não depende dos outros e, as vezes, nem de você, mas o universo, Deus, os astros ou como você gosta de chamar, sabem bem o que estão fazendo e o que a gente merece.  

Em 2020 percebi que não é de uma hora para outra que para de doer, mas chega uma hora que você abre seu coração de novo. Mesmo o outro ainda fazendo coisas para te magoar que você não consegue entender porque nunca faria igual com ele, uma hora para de doer. 

Em 2020 escrevi esse último texto do ano esperando que todos que fizeram parte do meu ano ou que saíram dele leiam porque escrevo para mim mesma, mas compartilho porque quem sabe não te ajuda?

Em 2020 descobri que a gente pode sentir de novo e de novo. Em 2020 escrevi até um bilhete a mão assumindo meu recomeço e entreguei pessoalmente. 

E que venha 2021, UFA! 

(2) Comentários

  1. Texto lindo Bia!!! Com certeza 2020 foi um ano de muitos acontecimentos, mas o importante é a gente aprender e levar só as coisas boas com a gente.

  2. Marcia Aparecida de Oliveira diz:

    Amei o texto,sábio e grandioso!!!!

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